Lifelong Learning: como despertar o desejo pelo aprendizado contínuo

Lifelong Learning: como despertar o desejo pelo aprendizado contínuo

Em um mundo mais tecnológico e inventivo, nunca é tarde para adquirir novos conhecimentos. A busca pelo aprendizado contínuo, também conhecida como lifelong learning, é uma realidade para muitas pessoas, sendo vista como uma estratégia de requalificação das habilidades, tornando o profissional mais preparado para desenvolver competências em diferentes fases da sua vida. 

O principal entendimento sobre o lifelong learning é que a educação é fundamental para o desenvolvimento pessoal, portanto, alimentar as fontes de saber não tem prazo de validade.  Logo, é um processo enriquecedor, pois parte do desejo do próprio indivíduo aprimorar seus conhecimentos e contribuir para o crescimento do meio social onde está inserido. 

Com a tecnologia mais acessível à população, a busca por novas fontes de informação e capacitação vem dos trabalhadores, que demonstram a preocupação de se adequar para as tendências do futuro do trabalho. Além disso, o modelo do lifelong learning rompe com o padrão de que o ambiente de aprendizado se restringe ao meio acadêmico, gerando experiências valiosas para o crescimento pessoal e profissional para os adeptos da prática. 

Diante desse panorama, as empresas e os gestores realizam uma função de grande relevância: o incentivo à cultura de aprendizagem dentro do mercado corporativo. Os passos necessários para despertar a ambição pelo saber em seus colaboradores, a origem e os benefícios do lifelong learning você confere nesse artigo. 

 

O que é e como surgiu o lifelong learning? 

O conceito de lifelong learning, que pode ser traduzido como aprendizado ao longo da vida ou aprendizagem continuada, teve sua origem diante de um contexto social de mudanças, na qual a expectativa de vida da população mundial aumentou e as pessoas já demonstravam a vontade de não seguir apenas uma carreira profissional, mas encontrar novas possibilidades e conhecimentos em sua jornada. 

Essa nova visão partiu da ideia de três órgãos internacionais (UNESCO, Conselho Europeu e a OECD – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) no início da década de 70, que tinham o propósito em comum de reformular as metodologias de educação na Europa, na qual o ensino seria estimulado em outros espaços, como no ambiente de trabalho. 

Tal perspectiva reflete na sociedade seu reflexo social, já que o cidadão teria alternativas para construir sua base de conhecimentos, superando os limites acadêmicos, e investiria na conquista de competências socioemocionais valiosas para a formação profissional. Dessa forma, a pessoa estaria pronta para encarar novos desafios e alcançaria um estágio maior de auto realização. 

O termo veio a ganhar maior repercussão na virada do milênio, com a tecnologia servindo como instrumento encorajador para a evolução do saber. Em resumo, o lifelong learning mostrou que o aprendizado não era restrito aos anos da escola ou universidade, mas que poderia ser alcançado de diferentes maneiras. 

Lifelong Learning: Uma técnica de aprendizado integrado 

Hoje, podemos dizer que o lifelong learning é entendido como uma filosofia de vida e a adesão a esse estilo segue em alta. De acordo com uma pesquisa formulada pelo instituto Pew Research Center, 74% da população adulta nos Estados Unidos se considera praticante do lifelong learning, buscando ativamente cursos, eventos e leituras vinculados a outros conhecimentos ligados aos seus interesses pessoais. 

Isso demonstra que os estudos não são somente vinculados à formação profissional, mas também em relação ao desejo pessoal. É o que destaca a consultora de educação corporativa Fernanda Prando, que em uma conversa com Antônio Carlos Soares, co-fundador do Runrun.it, reforçou a associação entre os dois lados.

“A gente viveu muito tempo falando em equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Temos que fazer um ajuste, pois não se trata de equilíbrio e sim de integração. As coisas que eu aprendo na vida, eu tenho que levar para o trabalho e vice-versa”, aponta a designer de aprendizagem. 

Sendo assim, o lifelong learning é uma forma de retomar o prazer da descoberta, do saber, do desenvolvimento das inteligências. 

Confira o webinar completo sobre a cultura de aprendizagem com a Fernanda Prando no vídeo abaixo. 

Os pilares do lifelong learning

O ciclo do lifelong learning passa pela compreensão de seus quatro pilares fundamentais, que são: aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser. Adiante, vamos explicar o que cada uma dessas bases representa. 

Aprender a conhecer 

Embora pareça óbvio, essa porta de entrada diz respeito à capacidade de absorção dos conhecimentos e da ressignificação dos mesmos. Nesse primeiro contato com a cultura de aprendizado, selecionamos aquilo que nos interessa antes de sermos inseridos em um ambiente recheado de novas informações e oportunidades. 

O aprender a conhecer possui uma ligação direta com a criação dos pensamentos analítico e crítico, na qual a pessoa retém os conteúdos e se apropria para aplicá-los em sua caminhada. Ou seja, a pessoa estará pronta para formular seus objetivos com mais autonomia e criatividade e por consequência terá mais domínio sobre a sua atuação. 

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Aprender a fazer 

Mais focada na prática, essa base do lifelong learning diz respeito à aplicação das real skills no ambiente de trabalho. É preciso ter inteligência emocional para tomar decisões assertivas e eficientes cotidianamente, assim como fortalecer as relações interpessoais e o trabalho em equipe

Aprender a conviver 

Como indivíduos sociais, precisamos estar prontos para interagir e colaborar com o próximo, somando os conhecimentos pessoais em favor do crescimento coletivo. Esse modelo de aprendizado não é algo necessariamente absorvido nas instituições de ensino, mas sim entendido a partir das situações relacionais que vivemos ao longo da vida. 

Aprender a ser 

O lifelong learning é sobretudo a possibilidade de desenvolver a organização pessoal, do desbloqueio de capacidades que são cada vez mais necessárias, como a forma de se expressar, de se posicionar e sair de situações desafiadoras com um pensamento imaginativo e inovador. 

Diante das evoluções no mundo e principalmente no mercado corporativo, aprender a ser é importante para se preparar para o futuro do trabalho, aliando tecnologia e sensibilidade para se tornar um profissional diferenciado. 

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A importância do lifelong learning 

Pensando em uma sociedade mais dinâmica e na agilidade da transformação digital, o lifelong learning se tornou um método de manter a atenção para as atualizações constantes do universo corporativo. 

Ao mesmo tempo, o lifelong learning é uma espécie de intercâmbio pessoal e cultural, pois aprimoramos nossos conhecimentos tácitos para outros horizontes, compartilhando experiências que incentivam trocas e ideias intuitivas em contextos diversos, como entre amigos ou mesmo na roda de conversa no trabalho. 

A partir de um ponto de interesse, o lifelong learning é uma forma de aprendizado mais orgânica, sem barreiras geográficas, de faixa etária ou nível educacional. Como lembra a especialista Fernanda Prando, o lifelong learning não tem hora para acontecer e varia de acordo com a curiosidade intelectual e, por isso, se configura como um modelo mais atraente de aprendizado. 

Com esse formato mais natural, o lifelong learning abre um mapa de caminhos para onde as pessoas podem chegar e principalmente, contribuir para o crescimento coletivo de uma organização. Os momentos de troca e a produção colaborativa se mostram cada vez mais eficientes para as empresas atuais e ainda ilustram um lado mais humanizado das instituições que facilitam o acesso ao conhecimento. 

Como aderir ao lifelong learning 

O lifelong learning proporciona um enriquecimento único para a carreira profissional e pessoal. No entanto, mesmo com seus benefícios, o estilo de vida pode ser visto com resistência por parte das pessoas. E o principal motivo são as experiências negativas com os modelos de aprendizagem. 

Como a ideia de uma estrutura tradicional das escolas e universidades ainda é muito presente, o lifelong learning traz a direção para novos caminhos que favorecem a busca pelo conhecimento. 

Os canais de comunicação e plataformas de educação virtual indicam uma proposta mais versátil. Mais focadas em exemplos práticos e cotidianos da vida real, o formato aproxima pessoas diferentes que compartilham soluções por meio de novas abordagens e tentativas, trazendo um cenário mais diverso e valioso. 

As próprias redes sociais permitem esse contato com outras realidades, com a realização de lives, workshops ou mesmo tutoriais que servem como dicas e diretrizes para a execução de determinadas atividades, desbloqueando habilidades até então desconhecidas. 

E dentro dessa vertente, as empresas também se aproximam de novas fórmulas de ensino e capacitação, como veremos a seguir. 

Como as empresas podem criar uma cultura de aprendizado

A gestão de pessoas passa por uma reformulação das suas ações na atualidade e muito dessa vertente é devido à procura pela proximidade dos gestores com os colaboradores, por meio da abertura de canais de diálogo e uso da comunicação não-violenta para entender as necessidades das equipes. 

Com tais mudanças, o lifelong learning também encontra um local de expansão nas instituições, sobretudo com iniciativas que apoiam o desenvolvimento pessoal dos colaboradores. Confira os métodos mais utilizados para criar uma cultura de aprendizado. 

Universidades corporativas 

Capacitar e treinar os colaboradores é uma atividade contínua dentro das empresas. Com a necessidade de criar vínculos maiores e disseminar a cultura organizacional das corporações de maneira mais eficiente, começaram a surgir as universidades corporativas, uma espécie de laboratório de aprendizagem que incita o desenvolvimento dos colaboradores. 

Antes focadas no formato presencial, com as novas modalidades de trabalho flexível sendo amplamente utilizadas, como o home office, as empresas aderiram aos cursos e treinamentos virtuais.

Conforme um apontamento feito pelo Panorama do Treinamento no Brasil: Indicadores e Tendências em Gestão e T&D 2020/2021, da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), os cursos online promovidos pelas empresas cresceram 56% no ano de 2020. 

A adoção do e-learning como estratégia de capacitação permite maior variação nos formatos disponibilizados pelas empresas, que podem criar qualificações híbridas (presenciais e virtuais), conversas com especialistas externos, gamificação e outras estratégias que tornam o lifelong learning mais participativo no ambiente corporativo. 

Para a consultora de aprendizagem Fernanda Prando, o segredo do engajamento das equipes está na criação de modelos que façam, de fato, as pessoas unirem todos os saberes que elas já tem. Nesse aspecto, o gestor exerce um papel de facilitador de aprendizagem e desenvolvimento do seu time. 

Reskilling 

Uma vez que o lifelong learning propaga que uma pessoa pode ampliar o seu arsenal de saberes e migrar para uma carreira diferente de sua área de formação. O processo de reskilling, ou recapacitação, acontece quando o trabalhador demonstra o interesse em aprender uma nova atividade e a corporação oferece os meios para que o conhecimento seja adquirido. 

A prática, que pode gerar um reposicionamento do funcionário dentro da instituição, pode ser melhor aplicada com o uso de indicadores de desempenho e análises de dados. A partir dessas informações e de feedbacks frequentes, o profissional pode ser alocado em uma nova função, gerando um índice maior de empenho e satisfação. 

Descubra como o reskilling pode ser um mecanismo para incentivar o lifelong learning em nosso webinar gravado com o CMO da Feedz, Gabriel Leite. 

A utilização de softwares de gestão 

Com a virtualização das operações em virtude do crescimento da gestão 4.0 dentro das empresas, possibilitar o acesso a ferramentas automatizadas favorece a produtividade e agilidade dos processos, mas também dá a oportunidade da atualização dos conhecimentos técnicos e fomenta o desejo pelo aprendizado. 

Os gerenciadores de projeto, cada vez mais necessários nas empresas, funcionam como uma ponte para o aprendizado ao disponibilizarem recursos mais analíticos e qualificados para a criação de ideias e tomadas de decisões. 

No Runrun.it, por exemplo, é possível colocar os frameworks e conhecimentos da metodologia ágil em ação para garantir a fluidez dos projetos e incentivar a troca de dados entre as equipes para uma atuação mais colaborativa, todas as informações podem ser visualizadas em um dashboard, permitindo o acompanhamento em tempo real dos projetos. 

Mantendo-se alinhada com as necessidades dos usuários, a plataforma possui constantes atualizações que tornam a gestão de tarefas mais intuitiva e funcional. No Runrun.it  os gestores também podem mensurar os pontos de desempenho que estão alinhados com as perspectivas da empresa e os gargalos no fluxo de trabalho que apontam um olhar para as ações efetuadas, levando a um reposicionamento das estratégias e um aprendizado prático. 

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Pesquisas e conteúdos mencionados

https://www.conhecimentocorporativo.com.br/empresas-devem-investir-56-mais-na-oferta-de-cursos-corporativos-on-line-em-2021/

https://www.pewresearch.org/internet/2016/03/22/lifelong-learning-and-technology/


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