Precisa crescer rápido? O growth hacking pode ajudar – mas não é a salvação

Precisa crescer rápido? O growth hacking pode ajudar – mas não é a salvação

Para os leigos, growth hacking é um termo que pode causar calafrios. Pudera: o “hacking” remete a “hacker”, o temível gênio da computação que invade sistemas para obter dados e roubar informaçẽs. Mas, como não queremos de modo algum que você seja um leigo nesse assunto, vamos nos aprofundar nele. Na verdade, você provavelmente conhece bem as práticas que o compõem – só não as associou ao termo. Então, hora de entender tudo sobre a metodologia que, de “buzzword“, virou um dos mais celebrados – e perseguidos – modelos de marketing da atualidade.

“Marketing?”, você pode perguntar. Sim, tem a ver com marketing, pois, como o próprio nome indica, growth hacking significa “hackeando o crescimento”. Só que você pode jogar fora aquele livrão tradicional de mercadologia: a ideia de growth hacking nasceu com startups de tecnologia. E reúne, sob um novo matiz, práticas já conhecidas de mercado.

“From nothing to something”

A criação do termo costuma ser atribuída ao norte-americano Sean Ellis, fundador e CEO do – adivinha? – GrowthHackers.com (o maior portal de conteúdo sobre growth hacking do mundo). Ele o cunhou em meados de 2010 para definir práticas e profissionais cujo o foco é sempre o crescimento.

Conterrâneo de Ellis e autor de vários best-sellers, Ryan Holiday também é uma espécie de “papa” do assunto. Para ele, o termo growth hacker corresponde a um novo perfil de profissional de marketing, alguém que passou a ficar atento a novas tecnologias. Utilizando criatividade e dados analíticos, esse profissional “hackeia” o sistema para encontrar formas diferentes de atrair e reter usuários.

Segundo o próprio especialista, o objetivo principal do growth hacking é sempre ir “from nothing to something” (“do nada para algo”). Ou seja, ir de 0 a 1.000 usuários, depois de 1.000 a 4.000, e assim por diante. E nem sempre a estratégia usada será a mesma em cada etapa do processo.

“Nossa, preciso disso ASAP!”

Será? Bem, growth hacking é uma expressão que nasceu no mundo das startups – ou seja, de empresas que focam em escalar rapidamente. Vale você fazer a reflexão sobre ser esse, ou não, o objetivo atual da sua organização.

Porque, como o growth hacking está mais ligado a processos do que a táticas específicas, é possível que essa estratégia só funcione por um curto período. Então, se você está em dúvida sobre adotar ou não tais práticas efêmeras, vale rodar um número mínimo de testes por semana e então começar a formar uma equipe que permita atingir esse número.

Agora, pense bem: às vezes, você até já está aplicando um growth hacking na sua empresa – só não dava este nome ao conjunto dessas táticas.

>>Leitura recomendada: 10 passos para criar uma startup de sucesso

“Mas que táticas são essas?”

Isso depende do nível de maturidade de um negócio. Mas um bom começo pode ser a utilização de canais ‘gratuitos’ disponíveis por aí, como Marketing de Conteúdo e SEO. A propósito, não perca este artigo: 8 formas de ser mais produtivo no marketing de conteúdo

Se você puder ter canais pagos (impulsionamento nas redes sociais, por exemplo) para trabalhar o quanto antes, ótimo. Mas, caso você teste primeiramente os canais gratuitos, quando você começar a testar os pagos, provavelmente já terá vários desses grátis trabalhando por seu crescimento.

Dicas para aplicar o growth hacking

Muito melhor do que ficar listando táticas é conhecer as dicas de Ryan Holiday para uma boa aplicação do growth hacking. Tendo como base central o pensamento de que “tudo o que traz (e mantém) clientes é marketing”, ele compartilha orientações valiosas e aplicáveis para gestores em diferentes etapas de negócio.

Trata-se de um passo a passo fornecido por este artigo do Jornal Empreendedor, que leva em consideração o conceito de growth hacking desde a criação de um produto até estratégias de retenção de clientes.

A ideia geral é simples: trocar o caríssimo “tiro de canhão” do marketing tradicional por ações cirúrgicas, que realmente vão hackear o crescimento para uma empresa.

Olha só:

1. Desenvolva um produto que as pessoas de fato querem

A regra é básica: “crie um produto tão bom que as pessoas recomendariam aos amigos”.

Holiday recomenda que você encontre seu “product market fit”: tenha a ideia, comprove-a checando o interesse verdadeiro do seu consumidor, e depois monte um negócio em torno disso.

Para começar a colocar a ideia em prática, pergunte-se: “quem são as pessoas que comprariam meu produto? Quais dados provarão que meu produto está validado? Qual a métrica?”

Como exemplo, Holiday cita o Instagram, que começou como um produto completamente diferente – chamado Burbn. Na época, os empreendedores tiveram a iniciativa de fazer uma reformulação focando na característica em que as pessoas realmente estavam interessadas: compartilhar momentos por meio de fotos.

2. Busque os early adopters

O objetivo aqui é foco. Lance o produto primeiro onde seus consumidores estão. Evite aquele “tiro de canhão” – que pode até atingir milhões de pessoas, mas vai “tocar”, de fato, bem poucos.

Nas palavras do próprio Ryan: “todo bom produto sempre tem um grupo de apaixonados, que não é o mundo inteiro. Encontrar seu nicho, um core group que é fascinado pelo que você faz, ter foco e objetivo claro é primordial.”

Um exemplo disso é o Google, que, quando inaugurou o Gmail, só aceitava inscrição por indicação. Ou o Mailbox, que criou uma lista de espera para atrair os early adopters e validar seu real interesse.

3. Descubra como viralizar

É sabido que toda viralização tem uma fórmula: você só precisa descobrir qual a fórmula certa para viralizar o seu produto.

Então, a principal pergunta aqui é: qual a mecânica certa para fazer a sua máquina de crescimento girar? Quem são os “evangelizadores” do seu produto? Aliás, sobre este assunto, não perca o nosso post sobre satisfação do cliente.

4. Fechando o ciclo: retenção e otimização

Por fim, a mensagem do Ryan é a de que a melhor maneira de reter consumidores é não se distrair com o chamado marketing de vaidade – ou seja, aquele que busca curtidas e compartilhamentos desenfreadamente, sem um foco específico. Em vez disso, concentre esforços no que realmente importa: o aprimoramento constante do produto.

A Zappos, e-commerce de calçados, tornou-se conhecida fazendo exatamente isso. Focada 100% em garantir o melhor atendimento possível ao consumidor, a empresa tem diversos casos emblemáticos, como o atendente que pediu uma pizza para o consumidor e a ligação de call center mais longa da história: oito horas com o mesmo cliente. Tudo para garantir a melhor experiência de atendimento, o que sempre foi visto como o grande diferencial da empresa.

Monitoramento de growth hacking

Para finalizar, vale retomarmos plataformas que te ajudam a descobrir se todos esses esforços foram bem sucedidos.

São índices e práticas importantes não apenas para o growth hacking, mas para a gestão da sua empresa, como gestão à vista, sobre a qual você conhece neste post: Um por todos, todos por um: a gestão à vista como forma de engajar equipes e aumentar a produtividade; e como KPI Dashboard: para você descobrir o que funciona e o que não funciona na sua gestão.

Ferramenta imprescindível

O Runrun.it também é uma ótima ferramenta para monitorar seus esforços de growth hacking. Porque você consegue organizar direitinho as prioridades de cada funcionário, de modo que não haja confusão sobre quem faz o quê na hora de se dedicar a algumas das tarefas acima.

Sem conflitos, sem desperdícios: é a tecnologia a serviço do seu crescimento. Faça o teste grátis: http://runrun.it.

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